Dra. Lia Alves Schinetski, PHD

Zumbido no ouvido tem cura

 

Se você sofre com zumbido e já visitou um ou mais médicos para procurar ajuda, pode ser que você já tenha ouvido a frustrante orientação: “Aprenda a conviver com o zumbido!”.

 

Ninguém deveria ouvir essa afirmação – pelo menos antes de terem sido feitos vários exames e de uma abordagem de tratamento em equipe, com especialistas de diferentes áreas atuando em conjunto.

 

Segundo o professor Craig Newmann, da Universidade de Cleveland nos Estados Unidos, esse conselho de conviver com o problema pode fazer com que a pessoa perca a esperança de melhora e isso aumenta o impacto negativo do zumbido na qualidade de vida.

 

 

Efeitos do zumbido na qualidade de vida

 

Você tem sentido perda de sono, perda de concentração, dificuldade nos relacionamentos sociais, ou reações emocionais negativas, como ansiedade, frustração e sintomas depressivos? Infelizmente esses efeitos são consequências frequentes do zumbido.

 

E você não está sozinho! No Brasil cerca de 28 milhões de pessoas já tiveram pelo menos um episódio de zumbido. Ele é um dos sintomas que mais causam repercussão na qualidade de vida – só perde para dor crônica e tontura.

 

 

O que causa o zumbido?

 

De acordo com o Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz, otorrinolaringologista do Einstein, o zumbido geralmente é causado por uma atividade anormal dos neurônios auditivos, que afeta os mecanismos de atenção e alarme do cérebro. “O sistema de atenção pode ser exemplificado por uma mãe, que não acorda com uma trovoada, mas desperta ao menor choro de seu bebê. Já o mecanismo de alarme é acionado, por exemplo, com o som de uma buzinada ao atravessar a rua, que obriga o sistema nervoso a tomar uma atitude de defesa diante do risco. Por um mecanismo de reflexo, o zumbido entra nos sistemas de atenção e de alarme. Por isso, pode se tornar desesperador para a pessoa”, afirma o médico.

 

Além disso, há uma interação entre o sistema auditivo e outros sistemas sensoriais, por isso a causa pode não estar apenas no ouvido. Existem diversos fatores que podem provocar ou agravar o zumbido e mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo.

 

Essa interação torna o diagnóstico mais difícil e, em alguns casos, o tratamento precisa ser multidisciplinar, ou seja, o otorrino não vai solucionar o problema sozinho.

 

Veja alguns fatores que podem levar ao zumbido:

 

Problemas no ouvido: cera, otosclerose, perda auditiva.

Hábitos: fumar e ingerir com frequência café, chá preto, mate e chocolate.

Doenças sistêmicas: hipertensão, diabetes, hiper ou hipotireoidismo, taxa de glicemia ou de colesterol elevados, distúrbios no metabolismo do zinco.

Medicamentos: Antiinflamatórios, diuréticos, medicamentos para combater o câncer, anticoncepcionais, analgésicos, etc.

Causas neurológicas: tumor cerebral, fratura de crânio, meningite, esclerose múltipla, etc.

Disfunção da ATM: o zumbido pode ser causado ou ativado por problemas na articulação chamada ATM (que faz o movimento de abertura da boca) ou em qualquer outra estrutura muscular do pescoço ou da cabeça.

 

 

 

Zumbido e ATM

 

Como eu sou dentista, vou comentar apenas a relação entre a Disfunção da ATM (DTM) e o zumbido. As demais causas você pode ler em sites específicos de cada área.

 

Há décadas existem estudos que comprovam a existência de uma conexão direta entre DTM e zumbido.

 

Na clínica é muito comum encontrar pacientes de DTM que também apresentam zumbido. A taxa varia de 36 a 60%. Em alguns casos isso não causa muito incômodo e em outros o problema causa grandes transtornos.

 

De qualquer forma, os sinais e sintomas de DTM são um fator de risco para o desenvolvimento de zumbido – o paciente tem 2,5 vezes mais chances de desenvolver zumbido em 5 anos4. De forma simplista, isso quer dizer que se você tem dor nos músculos da mastigação, estalos quando abre a boca, dor ao abrir ou movimentar a boca para os lados, e não fizer um tratamento, pode ser que daqui a alguns anos, você acabe desenvolvendo zumbido também.

 

Uma recente pesquisa da USP observou que 85% dos pacientes que se queixavam de zumbido, também apresentavam sinais e sintomas de DTM.

 

Já deu pra perceber o quanto essas duas coisas estão ligadas, né?

 

Veja abaixo quais são os principais sintomas de DTM:

 

 

Sintomas de Disfunção na ATM

 

 

Você apresenta algum deles?

 

Então faça alguns testes simples: movimente a cabeça para os lados e para baixo, morda uma espátula de madeira do lado em que você tem zumbido e pressione pontos doloridos do rosto.

 

Isso provocou alguma alteração no volume ou na frequência do zumbido?

 

Se sim, é provável que você tenha o chamado zumbido somatossensorial, que está relacionado com DTM e pontos de gatilho miofasciais.

 

Pontos de gatilho são pequenas áreas bastante sensíveis, localizados em músculos que estão muito tensionados, endurecidos. Eles fazem com que a pessoa sinta dor ou algum outro sintoma (no caso o zumbido) em outro local, e não apenas no ponto dolorido.

 

Veja na figura abaixo um dos pontos de gatilho relacionados ao zumbido:

 

pontos de gatilho zumbido

 

 

Pessoas com zumbido têm cinco vezes mais chances de terem pontos de gatilho. Além disso, em cerca de metade destes pacientes é possível aumentar ou diminuir o volume ou o tom do zumbido quando esses pontos são apertados.

 

 

Se esse for o seu caso, é fundamental que você faça uma consulta com um dentista especialista em Dor Orofacial e Disfunção da ATM.

 

 

Para ler as respostas para as maiores dúvidas sobre Disfunção, clique aqui.

 

 

 

Zumbido tem cura?

 

Em boa parte dos casos sim. O Dr. Ítalo Medeiros, otorrinolaringologista, relata que “um exemplo simples é a limpeza de uma orelha com rolha de cerúmen. De imediato o paciente fica sem zumbido. Mudar hábitos alimentares em pacientes com zumbido e hipoglicemia ou problemas do colesterol também podem eliminar o sintoma. Em algumas situações a correção da perda de audição pode resolver por completo essa queixa. Em outros pacientes a cura total pode não ser possível, mas sempre há como melhorar, incluindo a relação do indivíduo com o seu próprio zumbido e permitindo uma vida tranquila mesmo com ele”.

 

 

Outros tratamentos possíveis são:

 

Antidepressivos inibidores da recaptura de serotonina

Terapia sonora com aparelhos auditivos

Musicoterapia

Tratamento psicológico, como a terapia cognitiva

Técnicas de meditação e relaxamento, que diminuem a ansiedade e, consequentemente, a percepção do zumbido

Retreinamento do zumbido – em inglês TRT (usa um som diferente, com o objetivo de retreinar o cérebro)

 

 

 

Tratamento de DTM para zumbido

 

 

No caso dos pacientes que tem o zumbido relacionado à DTM o tratamento deve ser multimodal, ou seja, com várias terapias associadas.

 

 

O primeiro passo é a orientação do paciente para que ele deixe de repetir hábitos nocivos, como mascar chicletes, morder lábios e bochecha, morder objetos, e principalmente, não apertar os dentes durante o dia.

 

 

É muito comum que a pessoa repita esses hábitos sem perceber. A orientação do dentista nesse sentido é importante para que o paciente desenvolva uma maior percepção corporal e evite repeti-los, porque eles causam sobrecarga na musculatura, um dos motivos que fazem com que os pontos de gatilho se desenvolvam.

 

 

O segundo passo é o paciente aprender os cuidados domésticos para melhorar a condição da musculatura. Eu indico colocar bolsa de água quente morna durante 20 minutos em cada lado da face, na região da musculatura tensionada, e depois fazer alongamento com dois dedos de cima para baixo, na extensão do músculo (10 vezes de cada lado). Outra forma de alongar a musculatura é colocar um pouco de água morna de um lado da boca e fazer bochechos enchendo bastante a bochecha por 30 segundos de um lado e depois 30 segundos do outro lado (fazer os bochechos 2 vezes de cada lado). Esses exercícios devem ser feitos 3 vezes ao dia, com uma boa continuidade, de cerca de 3 meses.

 

 

O tratamento principal para desativar os pontos de gatilho é o agulhamento, que em geral é feito com uma agulha de acupuntura sendo colocada no ponto. É um procedimento muito rápido, que gera pouco desconforto.

 

 

Alguns aparelhos que podem ser usados para tratar a musculatura alterada são o laser, que tem efeito anti-inflamatório, e o TENS, que promove o relaxamento.

 

 

Quando a pessoa tem bruxismo (range ou aperta os dentes durante o sono), é necessário usar uma placa de mordida, que além de proteger os dentes e a ATM, também vai manter a musculatura mais relaxada, para evitar que com o passar do tempo novos pontos de gatilho se formem e, consequentemente, o zumbido volte.

 

 

Pesquisas realizadas no Brasil (no Departamento de Otorrino da USP) e em vários outros países (Suécia, Itália, Estados Unidos, etc) comprovam que o tratamento de DTM apresenta ótimos resultados nos casos de zumbido somatossensorial.

 

 

 

Conclusão

 

O ouvido é um sensor no organismo. Então considere o zumbido como um alerta de que algo está errado. Pode ser que ele esteja te alertando que você está com o colesterol alto, com hábitos nocivos, com Disfunção da ATM, etc. Portanto, não se acostume com ele antes de procurar o diagnóstico e o tratamento mais adequado para o seu caso!

 

 

Quando as causas mais comuns de zumbido, como desordens no ouvido e distúrbios neurológicos são excluídos, é correto avaliar a ATM e a musculatura mastigatória e, se necessário, tratar esse problema para obter melhora do zumbido.

 

 

Na internet é muito raro encontrar um artigo que tem embasamento científico e que explica como a Disfunção da ATM pode ser uma das causas para o zumbido. 

 

Portanto, se esse artigo foi útil para você, compartilhe com alguém que você conheça que também anda sofrendo com o zumbido!

 

Referências

  1. Newman AW et al. Tinnitus: patients do not have to “just live with it”. Clev Clin J Med. 2011; 78(5):312-9.
  2. http://wweinstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/Paginas/zumbido-nos-ouvidos.aspx
  3. Sanchez TG et al. Tinnitus in normally hearing patients: clinical aspects and repercussions. Braz J Otorhinolaryngol. 2005;71(4):427-31.
  4. Chole RA, Parker WS. Tinnitus and vertigo in patients with temporomandibular disorders. Arch Otolaryngol Head Neck Surg.1992;118(8):817-21.
  5. Newman et al.Tinnitus: patients do not have to “Just live with it”. Cleve Clin J Med. 2011;78(5):312-9.
  6. http://www.menthel.com.br/saiba-mais-sobre-zumbido-e-perda-auditiva-na-imperdivel-entrevista-com-dr-italo-medeiros/
  7. Hilgenberg PB et al. Temporomandibulardisorders, otologic symptoms and depression levels in tinnitus  J Oral Rehab 2012 Apr;39(4):239-44.
  8. Biesinger et al. Somatosensoric HNO. 2015 Apr;63(4):266-71.
  9. Tullberg M, Ernberg M. Long-term effect on tinnitus by treatment of temporomandibular disorders: a two-year follow-up by questionnaire. Acta Odontol Scand2006; 64:89–96.
  10. Attanasio G et al. Tinnitusin patients with temporo-mandibular joint disorder: Proposal for a new treatment protocol. J Craniomaxillofac Surg. 2015 Jun;43(5):724-7.
  11. Wright EF. Otologic symptom improvement with TMD therapy. Quintessence Int.2007 Oct;38(9):e564-71.
  12. Eriksson M, Gustafsson S, Axelsson A. Tinnitus and trigger points: a randomized cross-over study. In: Reich GE, Vernon JA, editors. Proceedings of the Fifth International Tinnitus Seminar. Portland; 1995. p.81-3.
  13. Rocha CB, Sanchez TG. Efficacy of myofascial trigger point deactivation for tinnitus control. Braz J Otorhinolaryngol.2012;78(6):21-26.
  14. Bezerra Rocha CA et al. Myofascial trigger points: a possible way of modulating tinnitus. Audiol Neurootol.2008;13(3):153-60.
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Comentários

  1. Luciano disse:

    Muito bom artigo. Obrigado pelo ótimo serviço prestado a comunidade.

  2. Emília disse:

    Muito esclarecedor o artigo, amei! Parabéns pelo seu trabalho drª Lia

  3. Luiz Otavio disse:

    Excelente seu artigo de forma clara e encorajadora me encheu de esperança. Parabéns competente trabalho

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Que bom que você gostou de ler o artigo, Luiz Otavio. É muito gratificante saber que os meus textos estão trazendo informação que pode melhorar a vida das pessoas! Um abraço

  4. Angelo disse:

    Grato pelo artigo tão bem detalhado e me dá alento para buscar entender o que acontece comigo e as possíveis soluções, os vários dentistas que consultei em São Paulo não levam em consideração esse incômodo que é o zumbido, dá vontade de ir até SJC para fazer uma avaliação.

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Bom dia Angelo!Que bom que o meu artigo foi útil pra você!Eu atendo alguns sábados de manhã, justamente para dar assistência as pessoas que não moram em São José. Se quiser vir pra cá, estamos à disposição.

  5. Maria das Dores Araújo fujita disse:

    Estou com zumbido desde novembro de 2015 ja fui a vatios médicos tb no odonto tenho vários implantes dentarios estava com a mordida errada foi corrigida houve pouca melhora mas tenho quase certeza que o zumbido ta relacionado com a ATM. ESTOU PENSANDO EM TROCAR APROTESE para aumentar a mordida . A senhora acha viavel?

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá Maria das Dores! Na minha opinião, antes de você trocar a prótese é necessário você se ser examinada por um dentista especializado em Disfunção da ATM, para fazer um diagnóstico. Enquanto não for diagnosticado o que você tem, não é muito indicado você trocar a prótese.

  6. Vanessa disse:

    Dra Lia, tudo bem?
    Eu tenho bruxismo, nos últimos dias tenho sentido o zumbido. Fui ao otorrino e fiz a limpeza há 2 dias mas ainda o zumbido permanece, preciso aguardar algum tempo para ter resultado caso seja cerumen? Se for por causa do bruxismo, usando a placa resolve o barulho?
    Muito obrigada.

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá Vanessa! A melhor pessoa pra te responder se você deve aguardar mais tempo para o zumbido melhorar, caso seja cera no ouvido, é o otorrino. Se ele for causado por bruxismo pode melhorar com a placa, mas na maioria das vezes só a placa não resolve. É o que eu falei sobre os pontos de gatilho. Se vc tiver esses pontos, precisa tratá-los diretamente, não apenas usar a placa. O diagnóstico sempre é o mais importante para determinar o melhor tratamento para cada pessoa.

  7. liliana disse:

    Dra Lia, meu filho tem zumbido crônico ja ha alguns anos. Ele tem 29 anos faz tratamento com otorrino e psiquiatra mas sem melhora. Hoje o que mais incomoda é o volume muito alto do zumbido. O som e mais alto do que a televisa ligada. O que sugere que procuremos para amenizar o volume pois cura não se consegue?

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá Liliana! Para a maioria dos casos há cura se for feito um bom diagnóstico. Mas para alguns casos, infelizmente, não se encontra a causa do problema e não há tratamento que resolva completamente, mas existe a possibilidade de diminuir o incômodo causado pelo zumbido com técnicas de meditação e relaxamento ou a técnica de retreinamento do zumbido, o TRT.

  8. Vitor Neves disse:

    Olá, Dra. Tenho 23 anos e a cerca de alguns meses começou a minha batalha contra o zumbido. O meu é caracterizado pelo “piiiiiiiiiiii”. Acredito que seja o considerado apito. Tudo começou em uma noite na balada e o zumbido não passou. Já fui em três otorrinos, tomei alguns remédios que não surtiram efeito. Fiz os exames e não tive nenhum problema com a audição. Tudo normal, e fiz os exames em duas clínicas diferentes. Depois de muito ler sobre as possíveis causas do zumbido na internet, iniciei o tratamento da minha DTM, que tenho desde meados de 2012/2013. Até porque eu sinto que quando aperto os dentes bem forte, ele fica um pouco mais alto. O zumbido inicialmente era forte do mesmo lado que eu tinha os estalos frequentes. Hoje ele é bilateral, porém mais intenso e agudo do lado direito. Logo no inicio do tratamento, o Doutor receitou alguns medicamentos, que foram anti inflamatórios e relaxante muscular. O relaxante muscular (miosan) foi o que tomei antes de dormir e no meio da noite notei que o zumbido havia desaparecido. Até procurei por ele e não encontrei. rs Ao longo do dia o zumbido foi voltando, mas lentamente até chegar a noite, quando voltava a ficar mais presente. Hoje estou usando a placa miorrelaxante e nas proximas consultas o dentista deve me encaminhar para um fono. Ainda tenho dúvidas se meu zumbido é realmente originado de tensões musculares ou se é realmente um trauma acustico. É muito confuso para mim, uma vez que tudo iniciou com a exposição a som alto e a melhor resolução até o momento foi com um relaxante muscular, o qual o zumbido some e me permite ter noites tranquilas. Observação: A placa miorrelaxante me ajudou no inicio, porém hoje, o zumbido continua presente enquanto a utilizo para dormir. As noites tem sido dificeis novamente. Poderia me ajudar com sua opinião? Agradeço.

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá Vitor! Já falamos por whatsapp, mas vou responder por aqui também para que outros leitores do blog possam ter acesso às informações. Se você aperta os dentes e sente que o zumbido muda, existe a possibilidade de ele estar relacionado com Disfunção da ATM, sim. No consultório fazemos outros testes importantes para fechar o diagnóstico. Se for constatado que há relação entre o zumbido e DTM, provavelmente só usar a placa não vai resolver o problema. É necessário tratar a musculatura de forma local, com outras terapias. Por isso sugiro que você procure na sua cidade um dentista especialista em DTM e dor orofacial, o profissional mais indicado para lidar com esse problema. Um abraço!

  9. Isabela disse:

    Lia, tenho dtm e todo santo dia tenho tamponamento de ouvido, estralos no ouvido quando engulo saliva, além de sensação de pressão e zumbido nos ouvidos. Ultimamente estou sentindo como se tivesse um nó na garganta, dificuldade de deglutição. Mas a minha maior preocupação, é se a dtm causa alguma perda de audição. Já fiz audiometria e impedanciometria e as duas deram normais. Sinto que estou ficando depressiva, muito medo de perder alguma parte da minha audição.

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá Isabela! Não se preocupe porque DTM não causa perda de audição. Ela pode causar sintomas reflexos no ouvido, como o zumbido, plenitude (sensação de ouvido tapado), dor, mas não perda de audição. Você já fez um tratamento de DTM? É importante que faça, para solucionar esses sintomas.

      • Isabela disse:

        Estou para começar o tratamento, fazendo fisio, acupuntura, e o aparelho reposicionador, mas segundo a especialista que eu vou, o zumbido ela não tem muita certeza que vai ser solucionado… Disse que é incerto. E o tamponamento do ouvido, ela disse a mesma coisa. Será que vou ter que conviver com isso? Não tem solução? 🙁

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