Dra. Lia Alves Schinetski, PHD

Pacientes com câncer precisam de acompanhamento de um dentista durante a radio ou quimioterapia

 

 

Estamos no mês conhecido como “Outubro Rosa”, um movimento internacional que chama atenção sobre a causa do câncer de mama. Então, vem bem a calhar esse post sobre a importância do dentista na equipe de cuidados ao paciente com câncer.

 
Pacientes que estão fazendo tratamento com radio ou quimioterapia precisam de um acompanhamento odontológico para minimizar possíveis danos e desconfortos bucais.

 

Essas terapias não são seletivas, ou seja, a radiação e os medicamentos quimioterápicos não reconhecem diferença entre células malignas e células normais. Por isso ocorre uma série de efeitos colaterais, inclusive na boca, que podem ser muito fortes ou leves, dependendo de cada caso.

 

 

Os efeitos mais comuns são:

 

  1. mucosite (aftas grandes espalhadas por toda a boca e extremamente dolorosas)
  2. sensação de boca seca
  3. perda do paladar
  4. dificuldade de engolir os alimentos
  5. gengivite
  6. aumento do risco de cárie
  7. dores na articulação que movimenta a boca (ATM)
  8. mau-hálito

 

 

A intensidade com que esses efeitos ocorrem varia de pessoa para pessoa. Mas imagine alguém que já está fragilizado pelo tratamento ainda ter que sofrer com esses problemas bucais! Eles diminuem muito a qualidade de vida, porque fazem a pessoa perder o prazer ao comer, ou até mesmo encontrar grande dificuldade ao comer e movimentar a boca.

 

 

Os danos causados pela quimioterapia são geralmente mais fortes quanto maior é a idade do paciente. Aproximadamente de sete a quinze dias após a sessão de quimioterapia, o paciente entra em um estágio no qual a imunidade fica baixa e seu sistema de defesa fica frágil. Nesse período, a ulceração causada pela quimioterapia ou qualquer foco de infecção de origem dental ou dos tecidos que envolvam o dente (osso e gengiva) pode apresentar um grande risco à saúde geral do paciente.

 

 
A boa notícia é que os efeitos colaterais podem ser amenizados com o tratamento odontológico preventivo e também depois da radio e quimioterapia. Antes de iniciar o tratamento oncológico é importante que o paciente visite o dentista para fazer uma limpeza e, se necessário, remover dentes destruídos ou fazer restaurações provisórias.

 

 
Nos casos de mucosite, o uso de pomadas específicas e a aplicação de laser pode ajudar muito a diminuir a dor, pelo efeito anti-inflamatório.

 

 

Para a sensação de boca seca,  perda do paladar, dificuldade de engolir e mau-hálito (que muitas vezes estão relacionados), as orientações do dentista sobre alimentação e hidratação da cavidade oral ajudam muito a contornar esses problemas.

 

 

A gengivite e as cáries são solucionadas por meio da limpeza e das restaurações feitas no consultório odontológico.

 

 

Para as dores na ATM existem vários tipos de tratamento, dependendo do caso de cada paciente, mas em geral é indicado o uso de uma placa de acrílico posicionada sobre os dentes para tirar a sobrecarga na articulação.

 

 

Nem todos os cirurgiões-dentistas têm conhecimento específico para atender esses pacientes. Portanto, caso a pessoa já esteja sofrendo com esses efeitos indesejáveis da radio ou quimioterapia, é recomendável procurar um dentista especialista em Pacientes Oncológicos ou em Dor Orofacial e Disfunção da ATM.

 

 

Se você tem algum parente ou amigo diagnosticado com câncer, principalmente se ele for idoso, compartilhe esse texto!

 

 

Fonte:

 

Adaptado do Jornal da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

 

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