Dra. Lia Alves Schinetski, PHD

O que o sono tem a ver com o coração?

 

 

A apneia obstrutiva do sono é uma condição crônica bastante comum na população. Cerca de 30% das pessoas sofrem desse mal, de acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp na cidade de São Paulo em 2010.

 

A apneia causa diminuição na concentração de oxigênio no organismo pelas paradas respiratórias que acontecem durante o sono. E quando ocorrem essas paradas, o cérebro precisa mandar um comando para abrir as vias aéreas e a pessoa voltar a respirar. Senão, morreria sufocada.

 

Nesse momento a pessoa acorda ou então acontece um microdespertar, que é quando passa de um sono profundo para um sono mais leve. Quem tem apneia geralmente têm dezenas de microdespertares em cada hora. Imagine como isso prejudica a qualidade do sono!

 

Mas não é só esse o efeito colateral dos microdespertares. Eles podem causar problemas cardiovasculares, como hipertensão, arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca. De acordo com a National Heart Lung and Blood Institute (NHLBI), a apneia do sono aumenta o risco de insuficiência cardíaca em 140%, infarto em 60% e doença arterial coronariana em 30%.

 

Diversos estudos indicam que de 11 a 37% das pessoas que têm problemas cardíacos também têm apneia.

 

Portanto, se você já foi diagnosticado com algum tipo de cardiopatia, não deixe de investigar se está tudo bem com o seu sono. Controlar uma possível apneia é fundamental para que o tratamento com o cardiologista seja bem sucedido.

 

E se você tem sintomas que podem ser indícios de apneia*, procure um médico que tenha um bom conhecimento de medicina do sono (em geral um otorrino ou um especialista em sono).

 

*Alguns sintomas que podem sugerir a presença de apneia do sono são:

 

– sonolência excessiva durante o dia

– fadiga

– dificuldade para emagrecer

– imunidade baixa

– prejuízo das funções neurocognitivas como atenção, memória e aprendizado

– sintomas de depressão

 

Você não precisa conviver com a apneia! Existem vários tratamentos disponíveis, de acordo com o nível de apneia que cada pessoa tem.

 

Um dos tratamentos, que tem ampla comprovação científica e altas taxas de sucesso, é o aparelho intra-oral. Leia meus outros posts sobre esse assunto para saber mais!

 

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