Dra. Lia Alves Schinetski, PHD

Consciência corporal

 

 

 

O cérebro humano é um órgão incrível, que além de perceber o exterior, através dos cinco sentidos, também é capaz de perceber o interior, o próprio corpo, através de uma espécie de “sentido para dentro”. Os músculos, as articulações e os órgãos internos informam o cérebro sobre suas condições através de corpúsculos e nervos, como se houvesse um sentido especial, só que voltado para o interior do corpo. Graças a isso, somos avisados de alguma dor ou desconforto. Claro, o corpo dá seus alertas, defende-se. E, da mesma forma, nos passa sensações de prazer, de bem estar.

 

Há uns 5 anos atrás tive uma inflamação muito forte no ombro direito. Fiquei um tempo sem poder trabalhar e precisei de dezenas de sessões de fisioterapia e RPG para me recuperar. Depois desse acontecimento desagradável eu me dei conta de que na maior parte das tarefas do dia-a-dia (e não apenas no meu trabalho como dentista), eu mantinha os ombros para cima desnecessariamente. Isso ocasionava tanta tensão muscular que um belo dia o meu músculo supraespinhoso não aguentou mais e pediu arrego! Hoje em dia aprendi a prestar mais atenção no meu corpo e sempre que me pego com os ombros para cima, respiro e relaxo. Uma medida tão simples, mas que tem um impacto tão grande na minha saúde!

 

É por isso que a percepção corporal é importante; ela nos dá um controle maior sobre nossas possibilidades e nossos limites. Sem consciência corporal não sabemos nem o que podemos nem o que devemos fazer. Deixamos de aproveitar o potencial do movimento, o prazer do alongamento, a sensação do relaxamento, o poder da força.

 

O corpo em movimento é natural, assim como o repouso é importante. O coração agradece o exercício aeróbio; as articulações precisam da mobilidade, senão começam a travar; os músculos pedem para fazer força, pois para isso foram criados. Aliás, com relação a estes, há uma regra simples: o que está tenso, relaxe; o que está encurtado, alongue; o que está flácido, fortaleça.

 

 

Fonte:
Adaptado do texto de Eugenio Mussak da revista Vida Simples – setembro/2009.

 

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