Dra. Lia Alves Schinetski, PHD

7 respostas para as dúvidas mais comuns sobre o aparelho para tratamento do ronco e apneia

 

Muita gente acha que o ronco é algo inofensivo, apenas um incômodo para quem está dormindo ao lado. Mas isso não é verdade. O ronco, por si só, pode trazer várias consequências ruins para a saúde e qualidade de vida, como sonolência excessiva durante o dia e aumento do risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

 

E o pior é que muitas vezes o ronco está associado à apneia obstrutiva, quando ocorrem paradas respiratórias durante o sono.

 

Para esses problemas uma das opções de tratamento é um aparelho que fica encaixado nos dentes e deve ser usado ao dormir. Veja as respostas para as dúvidas mais frequentes sobre ele:

 

 

  1. Como o aparelho faz a pessoa parar de roncar?

O ronco acontece porque o canal da garganta (por onde o ar tem que passar quando a pessoa respira) está mais estreito e, como consequência, o ar vibra produzindo o barulho característico do ronco. Uma boa analogia para isso é uma janela com apenas uma fresta aberta em um dia que está ventando. Você vai ouvir o barulho do ar devido à resistência pela passagem nesse local estreito, certo? É a mesma coisa que acontece com o ronco.

 

A função do aparelho é trazer a mandíbula (o maxilar inferior) mais para a frente. Assim, a base da língua e os músculos da garganta também vem junto mais para a frente. Com isso abre-se um espaço maior na orofaringe para que a pessoa possa respirar e o ar passar por ali sem resistência. A eficácia dos aparelhos de avanço mandibular já foi comprovada em centenas de pesquisas científicas.

 

 

  1. Posso comprar esse aparelho em algum lugar?

Não. O aparelho é feito por um dentista especializado em Odontologia do Sono e faz parte de um tratamento, no qual além da confecção do aparelho e ajuste na boca, são feitas várias consultas para acompanhamento e manutenção.

 

 

  1. O aparelho é indicado para qualquer pessoa que ronca?

Para a maioria das pessoas sim. Quem apenas ronca ou tem apneia leve ou moderada (até 30 paradas respiratórias por hora), pode usar o aparelho intra-oral.

 

Mas algumas pessoas têm apneia grave (mais de 30 paradas respiratórias em cada hora de sono). Nesses casos é necessário usar outro aparelho, chamado CPAP, cujo tratamento deve ser feito com fisioterapeuta especialista na área respiratória.

 

Além do índice de apneia muito elevado, existem outras situações específicas que contra-indicam o uso do aparelho intra-oral, por exemplo: Se você tem apneia leve, mas está muito acima do peso, já que o aparelho provavelmente não vai conseguir compensar o volume muito grande da musculatura da garganta (que também aumenta e acumula gordura quando a pessoa engorda muito); se você tem poucos dentes na boca ou usa uma dentadura que não está bem firme, o aparelho não vai ter estabilidade suficiente dentro da boca para cumprir a função.

 

Para saber se você tem apneia é necessário fazer um exame que monitora o sono, chamado polissonografia.

 

 

  1. É difícil acostumar com o aparelho na boca?

Essa questão varia muito de pessoa para pessoa. Alguns conseguem dormir bem desde a primeira noite com o aparelho na boca. Outros levam alguns dias até ficarem bem acostumados.

 

Como esses aparelhos ficam posicionados apenas sobre os dentes e não tem nenhuma extensão para o céu da boca, as pessoas não sentem enjoo e todos conseguem se acostumar, normalmente dentro de no máximo 15 dias.

 

 

  1. Depois de algum tempo eu vou poder parar de usar o aparelho e não roncar mais?

Não. Esse tipo de aparelho não causa mudanças permanentes nas arcadas dentárias. Apenas no momento em que ele está dentro da boca é que as arcadas ficam em uma posição diferente. Por isso, o aparelho pra ronco é como usar óculos: para que você tenha o benefício, ele precisa estar na sua boca durante o sono.

 

 

  1. O aparelho tem efeitos colaterais?

Em alguns casos ocorrem efeitos colaterais leves no período de adaptação, em geral nos primeiros 15 dias. Pode ocorrer aumento na salivação quando o aparelho está na boca e desconforto na articulação e nos músculos. Esse desconforto pode ser evitado ou minimizado por meio de um bom ajuste do aparelho, uso do laser com efeito analgésico e anti-inflamatório e um programa de exercícios para fortalecer e alongar a musculatura.

 

Além disso, o aparelho que usamos é de avanço gradual da mandíbula, para que ela seja pouco a pouco colocada numa posição mais à frente, justamente para dar tempo para a musculatura e articulação se acostumarem.

 

 

  1. Quais as vantagens de usar o aparelho?

A repercussão na vida da pessoa é muito grande. O aparelho é fundamental para evitar o risco de acidentes de carro devido à sonolência excessiva, problemas cardiovasculares, impotência sexual, depressão e diabetes. Além disso, tratando o problema do sono você passa a ter melhor desempenho no trabalho, porque já está comprovado que uma boa qualidade de sono é fundamental para a memória, para potencializar a resolução de problemas que envolvem raciocínio lógico e para estimular a criatividade.

 

Quando o seu sono melhora, você também ganha mais disposição, bom-humor e saúde.

 

CONTEÚDO VIP
Coloque o seu email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do blog!

Seu E-mail:


, , , , , ,

Comentários

  1. JOSE VIANA DOS PASSOS disse:

    Infelizmente, moro em São Paulo, Bairro Jabaquara, bem próximo ao metrô. Gostaria de saber mais ou menos, em quanto ficaria este aparelho ? A consulta de avaliação é cobrada ?
    Fiz um exame de polisonografia mas, o local é muito ruim, mau preparado, as pessoas que ficam alojadas nba clínica, não tem privacidade, pois, parece que os donos só visam lucros, pois, ao invés de um quarto, são cubículos separados por divisórias de madeirite, o que não dá privacidade. Ex. Eu fiquei no cubículo do meio, e ao meu lado esquerdo, separado por uma divisória de madeirite, rocava um paciente que mais parecia uma trovoada, do lado esquerdo, outro também roncava que mais parecia uma britadeira, consequência, eu não consegui pegar no sono direito, só cochilei a noite toda, e acordava sobressaltado com os roncos dos dois. Sei que tenho apnéia do sono, pois em minha casa, às vezes acordo com falta de ar, é raro mas aconteceu várias vêzes… Porém, meu ronco, incomoda meus familiares. A Senhora não tem nenhum representante aqui em São Paulo ?

    • Lia Alves Lia Alves disse:

      Olá José Viana! Já conversamos bastante por email, mas eu ainda não havia visto esse seu comentário sobre o exame de polissono que você fez. Que desagradável, né!? Nas clínicas que eu conheço não é assim que funciona. A pessoa tem que estar confortável para conseguir ter um sono parecido com o que tem em casa. Quanto ao atendimento em são Paulo, assim que eu fechar uma parceria para ir atender aí, pode deixar que eu te aviso!

    • JOSE CARLOS disse:

      kkkkkkkk! Só rindo mesmo. E eu achando que tinha passado por um trauma quando fiz meu primeiro exame em Juiz de Fora, já há 4 anos atrás. Lá, o problema foi as mordidas de pernilongos. kkkkkkk. Porém, recentemente, fiz novamente em outra clínica. Nesta foi 10, inclusive com ar condicionado no quarto.

  2. Wendel disse:

    Primeiramente gostaria de parabeniza-la pelo seu blog, achei muito interessante. A aproximadamente 5 meses fui a um dentista e fiz um aparelho bucal, mas até o momento não consegui me adaptar completamente. Inicialmente doía minha mandíbula do lado direito, depois de um ajuste passou a doer do outro lado e após vários ajustes ainda sinto dor na mandívula. As vezes fico um tempo sem utilizar, até a dor passar completamente e no início da utilização o aparelho fica bom, mas depois de uma semana aproximadamente começa a doer novamente. Já devo ter realizado aproximadamente 5 a 6 ajustes. Além disso, as vezes percebo que minha mordida se modificou um pouco. Este aparelho oferece algum risco atrapalhar a mordida? Desde já lhe agradeço a atenção.

Deixe um comentário

(não será divulgado)